Malfim by Malfim
Postado em 21/03/2008 às 12:34
Chamo-me Rodrigo e tenho 17 anos.
Gosto de futebol e torço pelo Flamengo.
Gosto, não jogo.
Sou feliz a maior parte do tempo e me faço de feliz no resto do mesmo.
Sou ansioso, agitado, eloqüente e gosto de me fazer por prepotente.
Faço piadas o tempo todo e sou bem debochado se me permitido.
Gosto de comentários irônicos e gosto muito de usar o que as pessoas falam contra elas mesmas.
Talvez por ser engraçado que as pessoas com que falo ainda falam comigo. O mesmo motivo vale para os grupos sociais dos quais eu faço ou já fiz parte.
Tenho o Id, Ego e Superego bem definidos. Variações psicodélicas são comuns, mas não uso drogas.
Freud explica.
Darwin ficaria confuso.
Tento ser sempre uma boa pessoa. Penso que consigo.
Não tenho preconceitos e o costume de julgar as pessoas.
Seja você mesmo que eu também sou eu mesmo.
Tome as decisões que quiser e as cumpra que eu fico aqui com a preocupação.
Preocupação com a minha integridade física e mental e, na maioria das vezes, com a do próximo também. Preocupação de concertar depois o que você fez.
Assim como o mestre Ferreira Gullar, eu não quero ter razão. Eu quero é ser feliz.
Não se acanhe e fale o que quiser comigo. Seja transparente e sincero. Sou um ótimo ouvinte, meu humor é sereno, minha reação nula e o meu ouvido pinico.
Tenho incontáveis manias estranhas. E gosto delas.
Chegar atrasado é o meu charme.
Sou muitas vezes babaca, escroto e insuportável.
Sou o cara que fala o que você não queria ouvir. Seja isso bom ou ruim.
Tento tocar violão de vez em quando.
Rôo unha, mas tento parar.
Amo intensamente e odeio temporariamente.
Sou um eterno apaixonado.
Velejo entre o pessimismo irônico e a ingenuidade radical.
Todo dadaísta é niilista, experimentalista, espontâneo e trabalha com o acaso.
Acaso este que protesta contra a guerra.
A guerra da existência humana em meio ao mundo contemporâneo.
Mundo contemporâneo o qual os seus valores são aleatórios como se sorteados numa partida de lince.
Quero me formar na faculdade. Estudar, estudar e estudar. Superar-me.
Ao mesmo tempo ter responsabilidades e tempo livre.
Dinheiro e conforto pra minha família.
Presença.
Sou um pouco irônico demais as vezes.
Contraditório também.
Afirmo o que nego.
Nego o que não cheguei ainda a afirmar.
Mas pode ter certeza que o momento vai chegar.
Tenho sonhos, aspirações e medos.
Medo de não ter sonhos e nem aspirações.
Tenho muitos defeitos e poucas qualidades.
Frases de efeito e duplo sentido fazem o meu dia.
Assim como todo mundo de 17 anos, penso bastante no futuro.
Da mesma forma que todo homem de 17 anos, quero ter muito dinheiro.
E como todas as mulheres de 17 anos, quero gastar esse dinheiro.
Não sou de forma alguma, machista. Tampouco feminista.
Só tento ser realista. Generalizando as vezes, é verdade.
Prezo o Carpe Diem.
E, como Lucrécio, De nihilo nihil.
Meu conhecimento e cultura ainda serão fundos como uma poça.
E, por enquanto, os livros e a Internet são a goteira encima desse projeto de poça.
Mesmo assim imagino que saiba mais do que a maioria, que é seca.
Minha ignorância é como o peso do ar.
Você acha que é pouco, mas é maior do que imagina.
Mas como todo jovem de 17 anos,
Só quero levar uma vida em que tenha mais momentos felizes do que tristes
Mais boas memórias que memórias ruins
Mais sonhos que pesadelos
Mais reconhecimento que cobrança
Mais beijos e menos tempo em filas
Menos estática e mais ação
Porque entre o dia em que nasci e o dia que morrerei,
Tudo que está no meio é meu.
Meu e de quem roubou meu coração.
Escutando: Ole Black and Blue Eyes - The Fratellis
Lendo: Coisas aleatórias na Internet
Assistindo: O feriado passar mais rápido do que o imaginável
Jogando: Ragnarok (é, de novo)